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segunda-feira, 20 de julho de 2015

Bancos gregos reabrem portas pela primeira vez em três semanas

Os bancos na Grécia reabriram as portas nesta segunda-feira (20) pela primeira vez em três semanas depois de fechamento, para permitir operações nos caixas, apesar de controles de capital ainda serem mantidas.

A chefe da associação de bancos da Grécia Louka Katseli pediu aos gregos - que poderão sacar 420 euros por semana de uma vez, ao invés de 60 euros por dia - que coloquem seu dinheiro de volta.

A reabertura cautelosa dos bancos, e um aumento no valor das taxas em alimentos de restaurantes e transporte público a partir de segunda-feira (20), visa restaurar a confiança dentro e fora da Grécia, após um acordo de ajuda para reformas na semana passada ter evitado a falência do país.

Os cidadãos podem comparecer às agências e realizar as operações que até agora só podiam ser feitas por caixa eletrônico. Estão permitidas transações como pagamento de contas e desconto de cheques.

Os pais que tenham filhos estudando no exterior poderão enviar até 5.000 euros por trimestre e aqueles que precisam pagar custos de hospitalização em outro país também dispõem de até 2.000 euros.

O primeiro-ministro Alexis Tsipras está tentando "virar a esquina" após os termos de resgate que ele aceitou com relutância terem gerarem uma rebelião em seu partido Syriza, de esquerda.

 Ele demitiu rebeldes do partido em uma remodelação do governo na sexta-feira e está buscando um rápido início das negociações sobre um acordo de resgate com parceiros europeus e o Fundo Monetário Internacional (FMI) antes das eleições, que devem ocorrer em setembro ou outubro segundo o ministro do Interior Nikos Voutsis.
No sábado, o governo divulgou um decreto ordenando que os bancos abrissem suas portas na segunda-feira, após terem fechado no dia 29 de junho para evitar o colapso do sistema, com um aumento dos saques pelas preocupações com a crise da dívida grega.

Custo alto para os gregos

O premiê Tsipras se comprometeu a reformar o sistema de aposentadorias, de impostos e do mercado de trabalho. São reformas muito mais duras do que as que os gregos rejeitaram, por ampla maioria, no referendo de 5 de julho.

Essa nova dose de austeridade, que se soma às medidas adotadas nos últimos cinco anos, voltou a levar os gregos às ruas e suscita rumores de eleições antecipadas.
Já sem maioria no Congresso, Tsipras reconheceu que não concorda com vários aspectos do programa, mas afirmou que assinou o acordo para "evitar um desastre". O ministro grego da Economia, Euclides Tsakalotos, garantiu que ter aceitado as condições dos credores "lhe pesará por toda a vida".

Em paralelo à nova ajuda, os ministros da Eurozona aprovaram um financiamento ponte de € 7 bilhões para que a Grécia possa enfrentar seus compromissos mais urgentes. Entre eles, está o pagamento, na próxima segunda-feira, de aproximadamente € 4,2 bilhões ao Banco Central Europeu (BCE). No total, até meados de agosto, o país precisará de cerca de € 12 bilhões.

Na quinta-feira, o presidente do BCE, Mario Draghi, também decidiu aumentar em € 900 milhões os empréstimos de emergência aos bancos gregos.

RESUMO DO CASO

- A Grécia enfrenta uma forte crise econômica por ter gastado mais do que podia.
- Essa dívida foi financiada por empréstimos do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do resto da Europa.

- Em 30 de junho, venceu uma parcela de € 1,6 bilhão da dívida com o FMI. Então, o país entrou em "default" (situação de calote), o que pode resultar na sua saída da zona do euro. Essa saída não é automática e, se acontecer, pode demorar. Não existe um mecanismo de "expulsão" de um país da zona do euro. No dia 13 de julho, outra dívida com o FMI deixou de ser paga, de € 450 milhões.

- Como a crise ficou mais grave, os bancos estão fechados para evitar que os gregos saquem tudo o que têm e quebrem as instituições.

- A Grécia depende de recursos da Europa para manter sua economia funcionando. Os europeus, no entanto, exigem que o país corte gastos e aumente impostos para liberar mais dinheiro. O prazo para renovar essa ajuda também venceu em 30 de junho.

- Em 5 de julho, os gregos foram às urnas para decidir se concordam com as condições europeias para o empréstimo, e decidiram pelo "não".

- Nesta semana, os líderes europeus concordaram em fazer um terceiro programa de resgate para a Grécia, de até € 85 bilhões, mas ainda exigem medidas duras, como aumento de impostos, reformas no sistema previdenciário e mais privatizações.

- O parlamento grego aprovou na quarta-feira (15) o primeiro pacote de reformas para conseguir dinheiro para saldar parte do que deve aos credores. Com isso, o Eurogrupo deu aval prévio ao empréstimo.

- Na sexta-feira, a União Europeia aprovou uma antecipação de € 7,16 bilhões do pacote de ajuda que vem sendo negociado, para que o país não dê "calote" no pagamento de € 3,5 bilhões que tem que fazer na segunda-feira ao Banco Central Europeu (BCE).

- A Europa pressiona para que a Grécia aceite as condições e fique na zona do euro. Isso porque uma saída pode prejudicar a confiança do mundo na região e na moeda única.

- Para a Grécia, a saída do euro significa retomar o controle sobre sua política monetária (que hoje é "terceirizada" para o BC europeu), o que pode ajudar nas exportações, entre outras coisas, mas também deve fechar o país para a entrada de capital estrangeiro e agravar a crise econômica.

Do G1

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Brasil Mostra Brasil tem início nesta sexta-feira e celebra 21 anos na Paraíba

A comunhão entre lazer e negócios, do popular com o moderno e da qualidade com preços justos comemora 21 anos. A festa vai durar dez dias. Começa nesta sexta (3) e vai até o dia 12/07 no Centro de Convenções de João Pessoa. São esperados 120 mil visitantes na Brasil Mostra Brasil que atinge esse ano a marca impressionante de 75 edições em diversos Estados.

“Chegamos à maturidade, comemorando a sintonia com o público, evoluindo junto com o mercado, criando uma identidade com a Paraíba”, avalia o empresário Wilson Martinez, idealizador e diretor geral da BMB. Sob o seu comando, o mais importante evento multissetorial do Nordeste já percorreu os Estados da Bahia, Piauí, Espírito Santo, Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Ceará, Pará, Maranhão e Mato Grosso, além da Paraíba e Rio Grande do Norte onde aconteceu ininterruptamente.

A edição comemorativa da Paraíba chega com 14.000 m² de área, quase 400 empresas representadas, 1.500 empregos gerados entre diretos e indiretos e expectativa de 120 mil visitantes em dez dias. Haverá o sorteio de um carro 0km e 20 televisores em parceria com a âncora Lojão Rio do Peixe.

Entre os destaques desse ano estará o Show de Imóveis, uma área de exposição para lançamentos de construtoras e imobiliárias atendendo a perfis variados de consumidores. Os eventos esportivos também prometem movimentar a BMB 2015 em parceria com as Federações Paraibanas de Fisiculturismo e Fitness e a de Strongman.

Outra atração será a presença da Unidade Itinerante de Treinamento Avançado de Tiro da Acadepol. O sistema embarcado em um caminhão baú customizado projeta imagens de ambientes que submetem o policial a situações de estresse e decisão, como se estivessem acontecendo na realidade.

A Brasil Mostra Brasil contará ainda com a presença de expositores de sucesso da moda Goiana, móveis, eletroeletrônicos, feira de animais, Salão de Noivas, artigos gaúchos, ferramentas, além das exposições dos parceiros como Sebrae, Procons Estadual e Municipal, Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Associação Comercial e os estandes do Exército Brasileiro, Corpo de Bombeiros e SAMU.

XXI BRASIL MOSTRA BRASIL
LOCAL: Centro de Convenções, João Pessoa-PB
DATA E HORA - 03/07 (abertura) – das 17h às 23h; 04 a 12/07 - das 15h às 23h;
SENHA: R$ 5,00 – concorre a carro 0 km e 20 TVs
De segunda a quinta das 15h às 17h – a entrada (senha) pode ser trocada por dois quilos de alimentos não perecível - menos fubá e sal;


WSCOM Online

Desemprego pode ser ponto de partida para o empreendedorismo


O ano de 2015 não começou com boas notícias para o mercado de trabalho e, a cada mês, temos acompanhado o aumento nas taxas de desemprego.  Segundo dados da mais recente pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de pessoas que perderam seus postos de trabalho aumentou para 6,7% e já é a maior para o mês de maio em cinco anos. São mais de 1.633.000 pessoas desempregadas em todo o país.

Mas longe da disputa por uma nova vaga, muitos daqueles de deixaram de ter a carteira assinada estão enxergando na demissão a oportunidade de seguir o sonho de abrir seu próprio negócio. Uma recente pesquisa divulgada pelo instituto Data Popular mostra que 38,5 milhões de brasileiros querem abrir o próprio negócio. Atualmente, 28% dos brasileiros querem empreender. Em 2013, eram 23%. O estudo aponta que o espírito empreendedor dos brasileiros cresceu 22% em dois anos.

Trocar a busca de uma recolocação com carteira assinada pelo próprio empreendimento foi a escolha executivo de negócios internacionais Tiago Ravazzi. Ele conta que a empresa na qual trabalhava precisou reduzir custos e veio a demissão: “Depois de nove anos trabalhando em frigoríficos, com enfoque em vendas e exportação de carne, conheci muitas pessoas deste mercado e a experiência e rede de contatos me estimulou a aproveitar esta oportunidade para abrir meu negócio. Foi um momento de reflexão que me deixou em paz para seguir este caminho. O corte de custos do meu último empregador criou a oportunidade necessária para que eu me decidisse pelo meu próprio negócio. ”, conta.

Para André Galassi, especialista em gestão da plataforma de negócios Contaty, Tiago seguiu os passos corretos. Ele explica que, antes de abrir o próprio negócio o empreendedor deve se perguntar quanto ele conhece do segmento no qual deseja atuar. “Analisar suas habilidades e competências também é fundamental para que o empreendedor aprenda a depender de si próprio. Como somos empregados, a postura natural é esperar que alguém defina como se deve agir em determinadas situações, mas para quem é dono do próprio negócio precisa ter autonomia e controle emocional. Também é necessário considerar que ninguém faz negócios sozinhos, por isso é importante avaliar como e onde será formada a rede de contatos que permitirá que o negócio cresça”, afirma.

Para aqueles que tem planos de empreender, mas não estão certos com relação ao caminho a seguir, André Galassi compartilha cinco dicas fundamentais para iniciar seu negócio:

1. Escolha algo que ame fazer: Empreender requer disciplina, determinação, persistência e muitas horas de trabalho. Escolha algo que você ame para que o tempo investido em seu negócio seja fonte de energia e prazer, e o dinheiro virá como consequência de sua dedicação e empenho.

2. Divulgue-se nas redes sociais: Não importa qual a área de atuação no seu negócio, a comunicação é uma excelente aliada na hora de conquistar novos clientes. Conte com a ajuda e indicação de seus amigos e parentes para alcançar seu público alvo. Uma indicação endossada por alguém de confiança tem muito valor.

3. Monte uma página de relacionamento com os clientes
Seja em redes sociais, que oferecem páginas gratuitas, seja em um website tradicional, saiba unir o largo alcance da internet com criatividade para alavancar seu negócio.

4. Invista em conhecimento
Conhecimento é um bem imaterial de todo e qualquer negócio. Faça cursos, participe de congressos, assista palestras… Atualize-se!

5. Monte uma rede de parceiros de negócios
Para nove entre dez profissionais bem-sucedidos, a habilidade de fazer networking é uma das mais poderosas ferramentas para se alcançar o sucesso. Para o empresário inglês radicado no Brasil Dominic MacDermot, vivemos em um mundo onde o networking move as relações comerciais e pessoais. Foi pensando em promover negócios de forma gratuita e sem intermediários que ele e André criaram o Contaty.
Trata-se de uma plataforma on line de oportunidades e negócios que promove uma verdadeira revolução na arte de empreender porque conecta pessoas com interesses específicos em comum de forma dinâmica e eficiente. Nela, o usuário descreve o que tem para oferecer ou o que procura e a inteligência do sistema busca, em milésimos de segundos, em toda a sua base, unir as duas pontas de interesses: quem oferece algo, com quem busca a mesma coisa.

Tiago Ravazzi concorda que os contatos são a peça fundamental para que o sonho de um negócio se torne realidade. “O que me encorajou a abrir meu negócio foram meus contatos e o que está fazendo a empresa rodar são eles. Meus contatos são meu maior bem e estou sempre cultivando estas relações. Eu continuo, a cada dia, buscando novas parcerias comerciais e uso o Contaty para encontrar novos fornecedores, em áreas que não tenho conhecimento. É uma ferramenta fantástica, que me ajuda muito”, conta.

Poder ter a própria empresa e trabalhar com algo que nos motive, com horários flexíveis e boa remuneração não é um desejo novo. O filósofo Aristóteles, discípulo de Platão que viveu na Grécia antiga, chamava de Eudaimonia o ideal de atingir o potencial pleno de realização de cada um. Mas para que, de fato, empreender seja um desafio realizador, é preciso muito método e dedicação para transformar o sonho do próprio negócio em realidade.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Ações da Petrobras sobem após emissão de títulos e puxam Bovespa

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta nesta terça-feira (2), puxada pelas ações da Vale e da Petrobras. O mercado repercute o resultado da emissão de bônus da Petrobras na véspera, além da mais recente alta do preço do minério. Investidores também reagiram à contração da produção industrial do país menor que a esperada.

O Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, subiu 2,27%, aos 54.236 pontos.

As ações da Petrobras subiram perto de 4%. Também na ponta positiva, a Vale teve alta de mais de 7% das ações preferenciais (que dão ao acionista preferência na distribuição de dividendos).

Na noite de segunda-feira, a Petrobras anunciou uma emissão de títulos com prazo de 100 anos, no valor total de US$ 2,5 bilhões, na primeira investida da companhia no mercado internacional de capitais desde o estouro da Operação Lava Jato. A conclusão da operação está prevista para ocorrer na próxima sexta-feira (5).

O BTG Pactual disse em nota a clientes que a demanda foi bem forte, avaliando que poderia ter alguma conotação positiva para o papel, "apesar de não endereçar todo o problema de caixa da companhia", informou a a Reuters.
Já as ações da Vale foram beneficiadas diante da alta dos preços do minério de ferro à vista na China, enquanto os contratos futuros da commodity em Dalian atingiram a máxima em três semanas.
Fatores que motivaram a alta

No Brasil, dados seguiram mostrando contração na indústria, mas o resultado de abril foi um pouco melhor do que previam analistas, com queda de 1,2% ante março.

Também ajudou a puxar a Bovespa para cima a expectativa de que o governo irá lançar ainda este mês programas nas áreas de infraestrutura e exportação, dentro de sua agenda positiva, segundo a Reuters.

Fonte: G1

Regulamentação dos direitos das domésticas é publicada

O texto que regulamenta a emenda constitucional que amplia os direitos das empregadas domésticas, conhecida como “PEC das Domésticas”, foi publicado no "Diário Oficial da União" desta terça-feira (2). O texto foi sancionado pela presidente Dilma Rousseff na segunda-feira (1º) e entra em vigor mais de dois anos depois da promulgação da PEC.

Sete dos novos direitos (os mais polêmicos) foram regulamentados. São eles: adicional noturno; obrigatoriedade do recolhimento do FGTS por parte do empregador; seguro-desemprego; salário-família; auxílio-creche e pré-escola; seguro contra acidentes de trabalho; e indenização em caso de despedida sem justa causa.

Desde 2013, nove direitos já estavam valendo, como hora extra e jornada de trabalho de 8 horas diárias (veja mais detalhes abaixo).

A regulamentação publicada nesta terça teve dois vetos: um que nega aos vigilantes o sistema de contagem de horas dos domésticos e outro que proíbe a demissão por justa causa quando viola a intimidade do empregador doméstico ou de sua família.

O governo tem agora 120 dias para regulamentar o chamado Simples Doméstico – um sistema que vai unificar os pagamentos, pelos empregadores, dos novos benefícios devidos aos domésticos, incluindo FGTS, seguro contra acidentes de trabalho, INSS e fundo para demissão sem justa causa, além do recolhimento do Imposto de Renda devido pelo trabalhador. A exigência desses pagamentos, de acordo com a nova lei, entra em vigor após esses quatro meses.

Veja o que foi sancionado e publicado no "Diário Oficial da União":

1) Adicional noturno
O projeto define trabalho noturno como o realizado entre as 22h e as 5h. A hora do trabalho noturno deve ser computada como de 52,5 minutos – ou seja, cada hora noturna sofre a redução de 7 minutos e 30 segundos ou ainda 12,5% sobre o valor da hora diurna. A remuneração do trabalho noturno deverá ter acréscimo de 20% sobre o valor da hora diurna.
2) FGTS
A inscrição do doméstico pelo empregador no FGTS ainda não é obrigatória, apesar de a lei prever o recolhimento de 8% do salário do empregado. Pelas regras publicadas no DOU, esse direito ainda depende da publicação de um regulamento sobre o assunto pelo Conselho Curador do FGTS e pela Caixa Econômica Federal, operadora do fundo.
3) Indenização em caso de despedida sem justa causa
O empregador deverá depositar, mensalmente, 3,2% do valor do salário será em uma espécie de poupança que deverá ser usada para o pagamento da multa dos 40% de FGTS que hoje o trabalhador tem direito quando é demitido sem justa causa. Se o trabalhador for demitido por justa causa, ele não tem direito a receber os recursos da multa e a poupança fica para o empregador.
4) Seguro-desemprego
O seguro-desemprego poderá ser pago durante no máximo três meses, no valor de um salário mínimo, para o doméstico dispensado sem justa causa.
5) Salário-família
O texto também dá direito a este benefício pago pela Previdência Social. O trabalhador avulso com renda de até R$ 725,02 ganha hoje R$ 37,18, por filho de até 14 anos incompletos ou inválido. Quem ganha acima de R$ 1.089,72, tem direito a R$ 26,20 por filho.
6) Auxílio-creche e pré-escola
O pagamento de auxílio-creche dependerá de convenção ou acordo coletivo entre sindicatos de patrões e empregadas. Atualmente, toda empresa que possua estabelecimentos com mais de 30 empregadas mulheres com idade superior a 16 anos deve pagar o auxílio. É um valor que a empresa repassa às funcionárias que são mães, de forma a não ser obrigada a manter uma creche.
7) Seguro contra acidentes de trabalho
As domésticas passarão a ser cobertas por seguro contra acidente de trabalho, conforme as regras da previdência. A contribuição é de 0,8%, paga pelo empregador.
Mudança no pagamento de INSS
Além desses sete novos benefícios, a alíquota de INSS a ser recolhida mensalmente será de 8% do salário do trabalhador, em vez de 12%, como é atualmente. Já no caso da contribuição feita pelo próprio trabalhador, o pagamento ao INSS continua igual ao modelo atual, que é de 8% a 11%, de acordo com a faixa salarial.

Fonte: G1

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Câmara aprova texto-base de MP que eleva impostos sobre importação

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (19), por 323 votos favoráveis e 125 contrários, o texto principal da medida provisória 668, que aumenta impostos sobre produtos importados, incluindo cerveja, água, extrato para refrigerantes, produtos farmacêuticos, cosméticos e maquinários.

Os parlamentares ainda precisam analisar sugestões de alterações, que podem, inclusive, mudar o teor do texto principal já aprovado. Só depois de concluída a votação da matéria na Casa, o que está previsto pra ocorrer em sessão na quarta-feira (20), que a MP seguirá para análise do Senado.

A medida faz parte do pacote de ajuste fiscal do governo e, além de aumentar a arrecadação, busca proteger a indústria nacional. A estimativa do governo é que, com a MP, a arrecadação anual com importações aumente em R$ 1,19 bilhão a partir de 2016. Só neste ano, o impacto seria de R$ 694 milhões.

Pelo texto aprovado, a alíquota do PIS-Pasep para a entrada de bens importados no país passa de 1,65% para 2,1%. No caso da Cofins, vai de 7,6% para 9,65%.

Bebidas são taxadas por alíquotas diferentes, que hoje estão em 2,32% de PIS-Pasep e 10,68% de Cofins. Agora, água e extrato para refrigerante passarão a ser taxados, respectivamente, em 3,31% e 15,26%.

A importação de cerveja, com e sem álcool, porém, será ainda mais atingida. As alíquotas passarão dos mesmos 2,32% de PIS-Pasep 3,74% e dos 10,68% de Cofins para 17,23%.

A medida provisória reinstituiu ainda uma cobrança, que havia sido recentemente revogada, de R$ 0,03 por embalagem. Com isso, empresas não pagarão mais pelo volume de produção, mas por embalagem.

Originalmente, a medida provisória enviada pelo Executivo ao Legislativo não tratava de bebidas, mas o tema acabou incluído no parecer do relator, deputado Manoel Junior (PMDB-PB), a pedido do Palácio do Planalto.

Deputados da oposição criticaram o aumento de impostos. “Isso nada mais é do que um remendo do governo para fazer seu ajuste”, afirmou o líder do PPS, Rubens Bueno (PR).
Para o líder do DEM, Mendonça Filho (PE), o Executivo “desarrumou as contas” e agora transfere o ônus para a sociedade. “Quem vai pagar a conta do ajuste vai ser a população”, disse.

Fármacos e perfumaria
Os produtos farmacêuticos, que também têm uma alíquota diferente, sofrerão aumento de impostos. O PIS-Pasep passará de 2,1% para 2,76% e Cofins será elevada de 9,9% para 13,03%.

A taxação para os itens de perfumaria e higiene pessoal sobem dos atuais 2,2% de PIS-Pasep para 3,52%. A Cofins irá de 10,3% para 16,48%. A importação de máquinas e veículos também terá aumento de taxação: 2,62% de PIS-Pasep (ante os 2% anteriores) e 12,57% de Cofins (ante 9,6%).

O aumento de impostos também incidirá sobre pneus de borracha importados, que passarão de 2% para 2,68% de PIS-Pasep e de 9,5% para 12,35% de Cofins.

G1

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Produção da indústria cai pelo segundo mês seguido, diz IBGE

Após uma leve recuperação em janeiro, a indústria brasileira teve em março seu segundo mês seguido de queda, afetada pelo baixo nível de confiança de empresários e consumidores e pela desaceleração da demanda doméstica.

A produção caiu 0,8% em março na comparação com o mês anterior, depois de ter sofrido redução de 1,3% (dado revisado) em fevereiro, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 A queda registrada na comparação mensal é a mais intensa para o mês de março desde 2006, quando o recuo foi de 1,3%.

"Mais do que a queda em dois meses seguidos, de setembro para cá, há uma frequência maior de uma trajetória descendente muito marcada. Há uma perda acumulada muito grande. É um movimento que não está restrito a início de 2015, a gente já observa há algum tempo”, disse André Luiz Macedo, gerente de indústria do IBGE.

Na comparação com março do ano passado, a baixa foi de 3,5%, a 13ª queda consecutiva da produção industrial. No ano, o setor acumula queda de 5,9% e, em 12 meses, de 4,7%. De acordo com o IBGE, essa é a queda mais intensa desde o terceiro trimestre de 2009, quando o índice havia recuado 8,1%.

De acordo com André Macedo, a sequência de 13 meses de queda do índice mensal é a maior da série histórica, iniciada em 2002.

“A sequência de taxas anteriormente a essa, a gente tinha visto de novembro de 2008 a outubro de 2009, a maior sequência era de 12 meses de resultados de negativos”. O especialista ressaltou, no entanto, que “os resultados negativos observados nesse período [2008 a 2009] eram de uma magnitude superior àqueles que estamos observando nesse momento”.

Antes desse período de queda, entre 2009 e 2015, a indústria teve 11 meses de resultados negativos de setembro 2011 a julho de 2012.

“A indústria, de setembro para cá, tem uma perda acumulada de 5,1%. Ela está distante 11,2% do patamar mais alto, que foi registrado em junho de 2013”, afirmou Macedo.

 Setores
O setor que mais contribuiu para o resultado negativo da indústria foi o de veículos automotores, com queda de 4,2% até março e de quase 20% nos últimos seis meses. Também influenciaram os desempenhos de máquinas e equipamentos (-3,8%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-8,1%) e de bebidas (-4,9%), entre outros.

“O que a gente observa para esse ano é que a indústria recua calcada nesse setor de veículos automotores, justificada não só pela queda de um produto específico, os automóveis, mas tem conjunto de atividades que mostram comportamento predominantemente negativo. E quando se olha o setor de metalurgia, borracha e plástico, vamos que também acompanham esse ritmo menor da produção industrial. Traz uma série [o resultado da indústria] de outras atividades também com peso importante”, afirma.

Entre os ramos que aumentaram a produção está o de produtos alimentícios, que voltou a crescer, atingindo alta de 2,1%.

Entre as categorias econômicas, recuaram a de bens de capital (-4,4%), como máquinas, a de bens de consumo duráveis (-3,1%), como carros, de bens de consumo semi e não-duráveis (-0,3%), como alimentos, e de bens intermediários (-0,2%), como matérias-primas.

Comparação anual
Em relação ao mesmo mês do ano passado, a queda de quase 13% na produção de veículos automotores também pressionou negativamente a indústria.

Também contribuíram equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-22,7%), de metalurgia (-9,4%), de bebidas (-11,1%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-9,5%), de máquinas e equipamentos (-3,3%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-7,4%), de produtos de borracha e de material plástico (-3,0%) e de produtos de minerais não-metálicos (-2,7%).

Mostraram avanço, na contramão, indústrias extrativas (8,9%) e produtos diversos (22,6%), "influenciado, principalmente, pela maior fabricação de artigos e aparelhos para prótese dentária, canetas esferográficas, próteses articulares, luvas de borracha para segurança e proteção, instrumentos e aparelhos para transfusão de sangue, moedas e lentes para óculos".

Petrobras cai de 30º para 416º lugar em lista de maiores do mundo

A Petrobras caiu quase 400 posições na lista das 2.000 maiores empresas do mundo publicada anualmente pela revista Forbes. A petroleira despencou da 30ª para a 416ª posição em relação ao ano passado. No ranking de 2013, a companhia ficou em 20º lugar. Em 2012, a gigante brasileira de petróleo aparecia no 10º lugar.

A revista destaca a Petrobras como uma das "maiores perdedoras de alto perfil" do ano, citando os "escândalos contábeis e de corrupção". Clique aqui para ver a lista completa

A estatal teve seus ativos avaliados em US$ 298,7 bilhões, ante a um valor de US$ 319,2 bilhões em 2014. Já o valor de mercado da companhia despencou em 1 ano de US$ 86,8 bilhões para US$ 44,4 bilhões.

O Brasil também diminuiu a sua participação na lista desse ano. O número de empresas brasileiras caiu de 25 para 24.

O Itaú Unibanco é empresa brasileira melhor colocada no ranking, aparecendo na 42ª posição. Na sequência, estão Banco Bradesco (61º lugar), Banco do Brasil (133º lugar) e Vale (413º lugar).

China lidera lista
As 4 primeiras colocadas do ranking são da China. O banco chinês ICBC é o primeiro da lista, com valor de mercado de US$ 278,3 bilhões, seguido pelo China Construction Bank, Agricultural Bank of China e Bank of China.

 Na sequência, aparecem os bancos norte-americanos Berkshire Hathaway, JPMorgan Chase e a petroleira  Exxon Mobil.

Completam o top 10: PetroChina, General Electric e Wells Fargo.

Entre os destaques do ano, está o Facebook, que saltou mais de 200 posições, ficando em 280º lugar, devido ao aumento de receitas e lucros.

As 2 mil empresas da lista representam US$ 39 trilhões em faturamento, US$ 3 trilhões em lucros US$ 162 trilhões em ativos, com um valor de mercado em 2014 de US$ 48 trilhões, 9% a mais em relação ao ranking de 2013, segundo a Forbes.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Após acordo, Congresso mantém veto a reajuste de 6,5% da tabela do IR

O Congresso Nacional manteve nesta quarta-feira (11) veto da presidente Dilma Rousseff ao projeto que reajustou em 6,5% a tabela do imposto de renda. A decisão é resultado de um acordo da base aliada, sobretudo do PMDB, com o governo federal que resultou na edição de uma nova medida provisória que escalona a correção da tabela do IR.

O veto foi mantido após receber 239 votos de deputados contra o item e outros 208 favoráveis à decisão da Presidência da República. Apesar de a maior parte dos votos terem sido pela derrubada do veto, erm necessários aos menos 257 votos contrários na Câmara para que, então, senadores analisassem o item. A derrubada só poderia ocorrer se a maioria absoluta dos membros das duas Casas fosse contra o veto.

A MP assinada por Dilma, fruto de acordo entre Executivo e parte do Legislativo, foi publicada nesta quarta no “Diário Oficial da União” com correções diferentes para cada faixa de renda. A proposta isenta os contribuintes que ganham até R$ 1.903,98 - o equivalente a 11,49 milhões de pessoas.
 Pelo texto, o reajuste de 6,5% na tabela valerá apenas para as duas primeiras faixas de renda (limite de isenção e a segunda faixa). Na terceira faixa de renda, o reajuste proposto será de 5,5%. Na quarta e na quinta faixas de renda – para quem recebe salários maiores – a tabela do IR será reajustada, respectivamente, em 5% e 4,5%, pelo novo modelo.

Se a tabela fosse corrigida em 4,5% para todos os contribuintes, que era a proposta inicial do governo, quem ganhasse até R$ 1.868,22 neste ano não teria de prestar contas. Com o valor de R$ 1.903,98, a faixa de isentos é maior. A MP entra em vigor em abril e vale para o ano-calendário de 2015, ou seja, irá afetar o Imposto de Renda declarado pelos contribuintes em 2016.

O acordo para a manutenção do veto presidencial e edição da medida provisória foi firmado na noite desta terça (10), após reunião do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, com os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e Renan Calheiros (PMDB-AL).

“A nova MP vem ao encontro do anseio da sociedade. Foi uma construção do PMDB com a equipe econômica do governo”, disse o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ). Durante a sessão, a oposição se manifestou pela derrubada do veto ao reajuste, mas foi derrotada em plenário.

Na tribuna, o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE), criticou o acordo do governo com a base aliada para que a exclusão do dispositivo fosse mantida. Para o parlamentar, esse entendimento entre Executivo e Legislativo retira poder do Congresso Nacional.

 “Ontem Dilma se encarregou de anunciar ao Brasil que teria feito um acordo onde se editava uma medida provisória para substituir o veto que apreciaríamos relativo à correção da tabela do IR. Como é que a presidente da República edita uma medida provisória para surrupiar poder do parlamento nacional? Fica aqui a minha repulsa a essa atitude antidemocrática”, afirmou.


Outros vetos
Antes de decidir sobre a tabela do IR, o Congresso manteve outros 8 vetos presidências. A maioria da Câmara chegou a votar pela derrubada do veto ao projeto que prorrogava até 2042 contratos entre indústrias de base do Nordeste e concessionárias de energia para a compra de energia mais barata. No entanto, não houve maioria de senadores e o veto foi mantido.

O presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), chegou a fazer um apelo pela derrubada do veto, dizendo que não se tratava de um ato “contra o governo, mas a favor do país”. Ele argumentou que o término dos contratos geraria “insegurança jurídica” e faria com que as empresas deixassem a região.

A maior parte dos vetos mantidos pelo Congresso diz respeito a propostas que reduzem tributos e ampliam direitos trabalhistas para diversas categorias. Conforme o governo, esses projetos gerariam despesas públicas em um momento de crise econômica.

 Outro veto assegurado pelos parlamentares derrubou projeto de lei que fixou em 30 horas a jornada máxima de psicólogos. Dilma excluiu a proposta com o argumento de que essa redução na jornada causaria impacto negativo no orçamento dos municípios, com possível prejuízo ao atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS).

Os deputados mantiveram ainda veto ao projeto que reduzia a contribuição previdenciária paga por patrões e empregados domésticos. O texto fixava em 6% a contribuição previdenciária paga por empregados e empregadores – hoje, patrões pagam 12%, e empregados, entre 8% e 11%.

Também foi assegurada a derrubada de um dispositivo de um projeto que aumentava, de 84 para 180 meses, o prazo para que as empresas em processo de recuperação judicial parcelem suas dívidas com a Fazenda Nacional.

G1

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Fluxo de hóspedes estrangeiros cresce 121% em João Pessoa

O fluxo de hóspedes estrangeiros em João Pessoa cresceu 121,44% no ano passado, em comparação com 2013. No ano passado, a cidade registrou uma ocupação de 8.532 estrangeiros, enquanto que em 2013 essa taxa foi de 3.853. Os dados são do Setor de Estatística da Empresa Paraibana de Turismo (PBTur). O levantamento mostrou ainda que os principais emissores de hóspedes estrangeiros foram Itália (17,51%), Estados Unidos (11,32%), Japão (7,89%), Portugal (7,48%) e Alemanha (7,36%).

O secretário de turismo de João Pessoa, Bruno Farias atribuiu esse crescimento turístico aos investimentos que estão sendo realizados na cidade. “Estamos recebendo investimentos em todas as áreas da cidade, como requalificação de iluminação, recapeamento asfáltico em várias vias, recuperação de praças e calçadas e obras de grande porte como a Lagoa. Tudo isso é uma forma de melhor receber esse turistas”, disse.

Ainda de acordo com o secretário no ano passado a prefeitura, em parceria com a PBTur e com o trade turístico, participou de vários eventos. “Divulgamos a cidade nos eventos locais e nacionais mais importantes, como o da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) e o Festival de Turismo de Gramado”, completou Farias.

A região Nordeste foi a principal emissora de turistas, com 45,76% de incidência, seguida da região Sudeste com 32,92%; Centro-Oeste, com 10,45%; Sul, com 8,78%; e, por último, a região Norte, com 2,09%.

O estado de São Paulo continuou sendo principal emissor com 78.199 turistas, no entanto, perdeu espaço na participação total, caindo de 20,71% para 18,42%. Os outros emissores estaduais foram Pernambuco (17,58%), com crescimento de 7.362 hóspedes; Rio Grande do Norte (10,94%), crescimento de 3.334 e Rio de Janeiro (8,55%), crescimento de 5.229.



Turistas Estrangeiros

Em 2014:

494 italianos
976 americanos
673 japoneses
638 portugueses
628 alemães
586 mexicanos
526 franceses
446 argentinos
329 chineses
327 espanhóis
919 outras localidades
Em 2013:

393 italianos
493 americanos
452 portugueses
309 alemães
259 franceses
469 argentinos
312 espanhóis
236 holandeses
196 suíços
176 ingleses
558 outras localidades

PMJP

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Além das bandeiras, conta de energia fica 39,77% mais cara para 195 mil famílias da PB

Após as bandeiras tarifárias, a conta de energia vai ter outro reajuste, dessa vez de 39,77% para 195 mil unidades consumidoras residenciais localizadas em Campina Grande e outras cinco cidades da região. O aumento foi anunciado nesta terça-feira (3) pela Agência Nacional de Energia Elétrica e começa a valer já a partir desta desta quarta (4).

O Portal Correio aguarda resposta da Energisa para justificar os motivos do aumento, mas a Aneel adiantou que “entre os fatores que colaboraram para o reajuste da Borborema estão os custos que a distribuidora teve com compra e transporte de energia e pagamento de encargos setoriais”.

Ao calcular o reajuste, a Agência diz que considera a variação de custos que a empresa teve no ano. O cálculo inclui custos típicos da atividade de distribuição, sobre os quais incide o IGP-M, e outros custos que não acompanham necessariamente o índice inflacionário, como energia comprada, encargos de transmissão e encargos setoriais.

Copiado do portal correio

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Preço da gasolina ficará acima de R$ 3 a partir do domingo, em JP

O litro da gasolina e diesel ficará mais caros na Paraíba a partir de domingo. O preço do litro sugerido seria de R$ 2,98 (gasolina) e R$ 2,56 (diesel), mas os postos de João Pessoa já sinalizam que os produtos deverão custar acima de R$ 3. O aumento foi autorizado pelo secretário-executivo do Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ), órgão do Ministério da Fazenda, em 9 estados, entre eles a Paraíba, e no Distrito Federal. Nas refinarias, litro da gasolina deve subir R$ 0,22 e o diesel R$ 0,15, mas, para o consumidor, os donos dos postos já avisam que dificilmente o valor praticado ficará menor do que R$ 3.

O secretário Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-JP), Helton Renê, ameaçou multar os postos da Capital por aumento indiscriminado no preço dos combustíveis. Segundo ele, se os valores praticados ultrapassarem os R$ 3, será caso para a aplicação da multa. “A Paraíba tem um dos preços menos caros do Brasil, porém, o consumidor ganha muito pouco aqui, então, existem algumas nuances na região que devem ser levadas em consideração. Vamos ver como o mercado vai se comportar e, se notarmos abusividade, vamos realizar pesquisa de preços e nos reunir com o sindicato dos donos de postos para tratar dos aumentos e do mercado em João Pessoa”, salientou o secretário do Procon-JP.

O secretário também sugeriu dicas para o consumidor não ser tão afetado pelos valores dos combustíveis. “Sempre procurar os preços mais baratos e encher o tanque para ter uma economia maior, já que o carro vai consumir menos e terá o valor agregado do desconto. Também ter cuidado com a diferenciação de preços para o cartão de crédito e à vista. Isso não pode acontecer. Qualquer dúvida, é só ligar para o Procon-JP”, salientou Helton Renê.

Portal Correio

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Reajuste extra deve encarecer contas de luz a partir de março

Os reajustes extras previstos para 2015 devem começar a encarecer as contas de luz dos brasileiros a partir de março, prevê o presidente da Abradee, associação que reúne as distribuidoras de energia do país, Nelson Leite.

 “A partir das contas que chegarem [aos consumidores] no mês de março, a expectativa do setor é que já contemplem esse valor [do reajuste extra] porque teremos no início de mês de março uma série de contas a pagar”, disse Leite a jornalistas, após participar de uma reunião com o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, em Brasília.

De acordo com ele, durante a reunião Braga garantiu que esse segundo reajuste das contas de luz vai mesmo ser aplicado em 2015. Leite não soube dizer, porém, qual o impacto para o bolso dos consumidores.

Além dos reajustes que ocorrem uma vez por ano para cada distribuidora do país e das revisões periódicas, a Aneel também pode realizar as chamadas Revisões Tarifárias Extraordinárias a qualquer momento, “quando algum evento provocar significativo desequilíbrio econômico-financeiro” das distribuidoras.

Essa medida visa permitir à distribuidora arrecadar um volume maior de recursos para cobrir aumento de custos, como no cenário atual.

Aumento da tarifa
Para saber de quanto será a alta, é preciso antes que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) feche o orçamento para 2015 da CDE, fundo usado pelo governo para financiar ações como o pagamento de indenizações a empresas do setor elétrico e programas sociais como o Luz para Todos.

Na segunda, Braga e o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, anunciaram que a CDE não contaria mais com recursos do Tesouro. Por isso, todas as ações do fundo neste ano serão financiadas via tarifa de energia, ou seja, pelos consumidores.

Mais cedo nesta terça, em conversa com jornalistas, o secretário do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive, confirmou que não haverá mais aportes do governo ao setor elétrico. Portanto, o aporte de R$ 9 bilhões para a CDE, previsto no Orçamento de 2015, não vai mais acontecer e vai recair sobre as contas de luz.

Custo de produção cresceu
Além de financiar as ações da CDE, os recursos que as distribuidoras vão arrecadar com o reajuste extra servirão para cobrir gastos adicionais gerados pelo aumento de custo da produção de energia no país.

Esse custo vem aumentando principalmente desde do final de 2012, com a queda acentuada no armazenamento de água nos reservatórios das principais hidrelétricas.

Para poupar água dessas represas, o país vem desde aquela época usando mais termelétricas, que funcionam por meio da queima de combustíveis e, por isso, geram energia mais cara.

Entretanto, também contribui para o aumento de custos no setor elétrico o plano anunciado pelo governo ao final de 2012 e que levou à redução das contas de luz em 20%.

Para chegar a esse resultado, o governo antecipou a renovação das concessões de geradoras (usinas hidrelétricas) e transmissoras de energia que venceriam entre 2015 e 2017. Por conta disso, essas empresas precisaram receber indenização por investimentos feitos e que não haviam sido totalmente pagos até então. Essas indenizações ainda estão sendo pagas, justamente via CDE.

Ajuste de contas
Com a decisão do governo, as contas de luz dos brasileiros podem sofrer em 2015, ao todo, aumentos ainda superiores aos registrados no ano passado – alguns acima dos 30%.

Essa medida está relacionada ao ajuste das contas públicas defendido pela presidente Dilma, como meio para retomada do crescimento do país.

De acordo com o novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, essas despesas devem ser suportadas pelos consumidores de energia elétrica, e não pelo contribuinte (por meio dos repasses do Tesouro Nacional). Segundo ele, a nova estratégia do governo é baseada em "realismo tarifário".

Fonte: G1

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Novo ministro da Fazenda diz considerar 'ajustes' em tributos

O novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse nesta segunda-feira (5) que “possíveis ajustes em alguns tributos serão considerados” durante sua gestão. Ele assumiu o cargo nesta tarde em substituição a Guido Mantega.

 “Possíveis ajustes em alguns tributos serão também considerados, especialmente aqueles que tendam aumentar a poupança doméstica e reduzir desbalanceamentos setoriais da carga tributária”, afirmou o ministro.

Durante cerimônia de transmissão de cargo, em Brasília, Levy também anunciou os nomes da nova equipe econômica do ministério. Marcelo Saintive foi nomeado para o Tesouro e Jorge Rachid para a Receita Federal (Veja lista com todos os nomes.

O ministro defendeu ainda a “simplificação” da agenda tributária nos próximos semestres. “A harmonização da tributação dos instrumentos de investimento, por exemplo, será essencial para a expansão do mercado de capitais e o financiamento interno competitivo. O tratamento diferenciado a pequenas e médias empresas de grande importância prosseguirá com crescente transparência e visão de longo prazo”, completou.

Ainda em relação a tributos, Joaquim Levy afirmou que “qualquer iniciativa tributária terá que ser coerente com a trajetória do gasto público”. O governo, segundo ele, não deve procurar “atalhos e benefícios” que gerem acentuada redução de tributação para determinados segmentos, “por mais atraentes que elas sejam”, sem considerar “seus efeitos na solvência do Estado”.

“A gente deve eventualmente considerar alguns ajustes no lado da receita, principalmente coisas que facilitem um tipo de transformação que a gente quer, inclusive gerando poupança e apontando na direção de investimentos”, acrescentou.

O ministro disse que, nos próximos quatro anos, “de uma forma ou de outra, nossa economia se transformará”. A transformação, segundo Levy, virá da combinação do fortalecimento fiscal com medidas que aumentem a poupança, diminuam o risco dos investimentos e deem confiança e independência à iniciativa privada. “[Essa combinação] permitirá que essa transformação se dê com o menor sacrifício possível e com o máximo resultado”, observou.

 'Reequilíbrio fiscal já começou'
Joaquim Levy abriu seu discurso falando na necessidade de se obter o equilíbrio fiscal, que, segundo ele, é “indispensável” para ampliar as oportunidades para os brasileiros e representa a “chave” para a confiança e para o desenvolvimento do crédito.

O novo ministro disse que “o reequilíbrio fiscal já começou” ao citar duas medidas tomadas no final do ano pelo governo. Uma delas é revisão da política de concessão de financiamentos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a segunda, a adoção de critérios mais rigorosos para acesso a benefícios previdenciários. As duas medidas, segundo Levy, gerarão economia de “bilhões de reais nos próximos anos”.

O ministro, cuja indicação teria gerado “mal estar” em parte do PT devido suas posições ortodoxas, disse que a sociedade deu prova de “maturidade” e reafirmou o “consenso imperativo da disciplina fiscal”.

“Uma das principais provas de maturidade de uma sociedade e de estabilidade de uma economia é quando se observa que a grande maioria dos seus membros compartilham certos valores, independente das inclinações políticas e partidárias de cada um desses membros”, afirmou, citando "um dos mais efetivos responsáveis pela pasta da Fazenda", sem no entanto dizer de quem se tratava.

Por outro lado, Levy ponderou que “nem sempre é fácil” manter a rigidez fiscal. “Esse compromisso fiscal nem sempre é fácil especialmente considerando as legítimas demandas da população e a natural tendência de se procurar o conforto imediato, talvez com insuficiente atenção ao futuro, mesmo próximo”, discursou.

O novo ministro encerrou seu discurso dizendo que ter “confiança” neste novo momento porque a sociedade brasileira teve “maturidade” para fazer “correções” antes que uma crise se instalasse.

Meta fiscal para 2015
Em entrevista à imprensa, Joaquim Levy reafirmou que o país será capaz de alcançar a meta de superávit primário de 1,2% do PIB em 2015 – cifra que já havia sido anunciada por ele em novembro.

Segundo ele, o esforço fiscal será atingido sem redução de direitos para a população. "Eu acho que a gente está bem entendido que não há expectativa de infringência em direitos ou coisas assim”, afirmou ao ser questionado se programas como PAC e Bolsa Família teriam que sofrer cortes.

Nomes da nova equipe
Levy também anunciou a nova equipe econômica do ministério. Veja quem faz parte:

Secretário-executivo: Tarcisio Godoy
Sec. Receita: Jorge Rachid
Sec. Tesouro: Marcelo Saintive Barbosa
Sec. Políticas Econômicas: Afonso Arinos Melo de Franco Neto
Sec. Acompanhamento Econômico: Pablo Fonseca (mantido)
Sec. Assuntos Internacionais – Luis Balduíno
Procuradoria geral: Adriana Queiroz (mantida)
Coord de Assuntos Financeiros: Carlos Barreto

domingo, 28 de dezembro de 2014

Prefeituras paraibanas receberão R$ 2,3 bilhões do FPM em 2015

Os 223 municípios paraibanos receberão R$ 2,3 bilhões de Fundo de Participação dos Municípios (FPM) durante o ano de 2015, segundo estimativa apresentada pela Secretaria do Tesouro Nacional, com base na proposta orçamentária da União. Para todo o país, o valor total do repasse deverá chegar a R$ 72 bilhões. Os valores são 9,51% superiores ao que estava previsto na revisão do Orçamento Geral da União. A Capital paraibana deve receber R$ 309 milhões do repasse.

O portal da Transparência Municipal (ATM) também divulgou previsão do FPM para os dois primeiros meses de 2015. Segundo o levantamento, a estimativa é de que sejam creditadas nas contas das prefeituras R$ 421.779.770 nos meses de janeiro e fevereiro. Em janeiro, a estimativa fica em R$ 192.593.501 e, no mês seguinte, em R$ 229.186.269. O repasse é dividido em três decêndios, pagos sempre nos dias 10, 20 e 30 de cada mês, ou no dia útil mais próximo a estas datas.

João Pessoa é o município paraibana que recebe os maiores repasses do FPM, com R$ 55.426.598. Em janeiro, tem a previsão de R$ 25.308.949 e, em fevereiro, R$ 30.117.649. A segunda cidade com maior repasse é Campina Grande, com um total de R$ 13.797.171, sendo R$ 6.300.078 em janeiro e R$ 7.497.093 em fevereiro. As outras cidades que lideram o ranking são Santa Rita (R$ 6.772.689), Patos (R$ 6.020.168) e Bayeux (R$ 5.643.908).

Portal Correio

Mega-Sena da Virada tem prêmio estimado em R$ 240 milhões

Já estão valendo as apostas exclusivas para a Mega-Sena da Virada, cujo prêmio está estimado em R$ 240 milhões. Segundo a Caixa Econômica Federal, não haverá sorteio de concurso neste sábado (27).

A Mega-Sena da Virada será sorteada no dia 31 de dezembro. Desde quinta-feira (25), todas as apostas para a Mega concorrerão ao super prêmio da modalidade, inclusive as feitas em volantes regulares.

A Mega da Virada é considerada a mais popular das loterias especiais da Caixa e teve sua primeira edição em 2009. Na ocasião, dois ganhadores dividiram o prêmio de R$ 144,9 milhões.

As apostas sorteadas na época saíram para Santa Rita do Passa Quatro (SP) e Brasília (DF).

O prêmio da Mega da Virada não acumula. Caso não haja ganhador com as seis dezenas sorteadas, o valor será dividido entre os que acertarem cinco números, e assim por diante.

A aposta mínima é de R$ 2,50 e pode ser feita em qualquer lotérica do país até as 14h do dia do sorteio, 31 de dezembro. Já bolões têm preço mínimo de R$ 10.

O sorteio do concurso especial será realizado às 20h (horário de Brasília) com transmissão ao vivo pelas TVs abertas.


G1

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Veja 20 dicas de especialistas para organizar as dívidas de fim de ano

O ano ainda nem terminou e o primeiro mês de 2015 já é sinônimo de dor de cabeça para alguns consumidores, preocupados com os gastos rotineiros desta época do ano – IPTU, IPVA, licenciamento, material escolar, matrículas, viagens de férias, entre outras despesas.

Marcos Crivelaro, educador financeiro da FIAP, afirma que os meses entre dezembro e janeiro costumam ser um período em que o consumidor “perde a mão” por distração. “É uma época de muita movimentação de dinheiro fora de rotina. A gente perde a mão porque está num espírito festivo, e depois gasta alguns meses para arrumar a besteira que fez.”

Para o consultor financeiro Rogério Olegário do Carmo, da Libratta Finanças Pessoais, o “desespero” de ano novo é muito comum entre os brasileiros. “Chega no final de ano, as pessoas se perguntam: ‘como eu vou resolver o problema de gastos extraordinários?’. Mas os gastos não são extraordinários, e sim recorrentes”, aponta o especialista, explicando que as contas de dezembro e janeiro já são esperadas.

 1. Separe ao menos uma parte do 13º para as despesas
“Já dá para reservar uma parte desse 13º para esses gastos que não são imprevistos. É uma forma de já se preparar para eles”, diz o especialista Roberto Vertamatti, membro do conselho da Associação Nacional dos Executivos de Finanças. Administração e Contabilidade (Anefac).  Para quem já gastou a primeira parcela do benefício com presentes de Natal, Vertamatti aponta que a segunda parte precisa ser poupada. “Pelo menos metade deveria estar reservada para o começo do ano”, diz.

2. Identifique o valor da renda que já está comprometido
Marcos Crivelaro afirma que as parcelas do 13º, especialmente se vierem junto com bônus e férias, podem dar a impressão de que o empregado recebeu uma “bolada” e estimular gastos. “Minha primeira dica é fazer uma listagem de pelo menos três meses, de dezembro a fevereiro, do que já está comprometido dentro desse valor, como impostos, matrícula, uniforme escolar. Tem que separar o que já está contratado e obrigado dentro desse ‘montão’ de dinheiro e que já não é mais do consumidor.”

3. Se possível, pague dívidas à vista
Consumidores em busca de descontos têm no pagamento à vista um bom aliado, lembra Janser Rojo. O IPVA, por exemplo, tem um valor menor se o motorista escolher pagar o imposto de uma só vez. Mas o especialista alerta que o desconto não compensa se o pagamento integral comprometer o orçamento familiar. “Se isso for apertar muito o orçamento, não tem problema nenhum em pagar parcelado para conseguir organizar melhor o fluxo de caixa.”

 4. Avalie se compensa gastar as economias com pagamentos à vista
Roberto Vertamatti aponta que, em alguns casos, compensa tirar dinheiro da poupança, por exemplo, para pagar uma dívida à vista. “Se os juros do desconto forem maiores que o rendimento da poupança ou renda fixa, é melhor tirar o dinheiro da aplicação e pagar”, explica, acrescentando que o valor sacado precisa ser reposto.

5. Se precisar escolher alguma coisa para parcelar, eleja de acordo com os juros e descontos
Se pagar todas as despesas de janeiro for desequilibrar o orçamento, é necessário escolher quais dívidas serão parceladas. Janser Rojo recomenda priorizar pagar à vista as despesas que oferecerem descontos maiores, assim como aquelas em que os juros do parcelamento sejam mais altos.

6. Combine com as pessoas mais próximas e troque presentes de Natal em janeiro
Um casal, por exemplo, pode combinar de trocar presentes apenas em janeiro, quando as lojas entram em liquidação. “É uma maneira inteligente de economizar mantendo a qualidade dos presentes. Para outros familiares e pessoas não tão próximas, pode pensar e economizar em presente também. Em vez de comprar um presente para cada pessoa de uma família, se pode dar para uma mesma família um presente só, para a casa”, diz Janser Rojo.

 7. Substitua algumas comemorações em restaurantes por jantares em casa
Roberto Vertamatti lembra que “alimentação em restaurantes e bares de maneira geral subiu muito acima da inflação”. “Escolha com muito critério e, se for o caso, em vez de fazer duas ou três comemoração fora, faça uma. Talvez seja melhor substituir por uma comemoração em casa, onde todos participem, com certeza vai gastar muito menos, além de evitar a despesa do estacionamento.”

8. Não é preciso deixar de festejar no Natal, mas fique atento aos excessos
Marcos Crivelaro recomenda escolher entre os presentes e as festividades que são prioridade. “Com tantos ‘amigos secretos’, lembrancinha aqui e ali, se for participar de todas dando presente de bom valor, acaba com boa parte do seu orçamento comprometido.” Janser Rojo diz que “o que vale é o equilíbrio”. “Muitas vezes vale mais a pena uma ceia mais simples, com o significado da família unida, sabendo que a família vai entrar bem no começo do ano.”

9. Se precisar comprar itens para a casa, fuja das lojas em dezembro e espere o mês seguinte
“No Natal, muita gente já aprendeu que não vale a pena ir às compras com tanta vontade porque depois tem as promoções de janeiro”, diz Marcos Crivelaro. “Se você quer comprar itens caros para a sua casa, como uma geladeira, não se deixe influenciar pelas festividades.”

10. Se não foi possível planejar a viagem de férias com antecedência, deixe para julho ou meses de baixa temporada
Pacotes de Natal, por exemplo, costumam ser mais baratos que os de Réveillon, diz Marcos Crivelaro. Outra recomendação é trocar pacotes de alta temporada por outros meses, como outubro. Mas se a família não tem alternativa e tem apenas os meses de férias escolares para viajar, a dica é planejar com antecedência. “Mesmo julho sendo alta temporada, você vai conseguir pesquisar melhor preços de hotéis, passagens. Quanto mais de última hora, menores são as opções. Só vão sobrar as opções mais caras, porque as mais baratas já foram pegas por quem se planejou antes”, diz Janser Rojo.

 11. Não deixe o parcelamento de uma viagem se acumular com as despesas de janeiro
“Se as férias significarem que você vai fazer dívida, deixe para o meio do ano. O parcelamento das férias pode ser um peso adicional”, diz Roberto Vertamatti. Ele aponta que adiar a viagem para as férias de meio de ano é uma alternativa para casos em que o parcelamento do passeio irá atropelar as contas de janeiro.

12. Durante as férias, troque cartões por dinheiro vivo
Durante uma temporada na praia com a família, pagar quitutes na areia e refeições em restaurantes apenas com cartão de débito e crédito pode ser perigoso, diz Marcos Crivelaro. “Se você joga tudo no cartão, não vê o dinheiro indo embora. Mas se pega um ‘bolo’ de dinheiro e vai tirando nota por nota, se manipula o dinheiro físico, tem um controle maior – principalmente quando se tem crianças.”

13. Não faça todas as refeições fora de casa durante as férias
Especialmente para famílias com crianças em férias escolares, tentar entretê-las com refeições fora de casa muitas vezes pode gerar excesso de gastos. “Se for comer todo dia em restaurante, sai extremamente caro. Fazer comida em casa sempre vai ficar mais em conta”, diz Marcos Crivelaro.

 14. Tente antecipar alguns itens da lista de material escolar para dezembro
Com o aumento da procura por esse tipo de produto em janeiro e fevereiro, os preços tendem a aumentar, explica Roberto Vertamatti. Em dezembro, os valores costumam ser mais baixos. Embora muitas escolas só disponibilizem a lista de materiais em janeiro, alguns itens são sempre esperados, como lápis e cadernos. “Vale comprar em condições mais favoráveis os itens que se sabe que todos os anos são comprados. Mas, se for deixar para janeiro, veja em duas ou três lojas e faça a comparação.” Por outro lado, Janser Rojo afirma que os itens mais previsíveis podem ser pouco expressivos na conta final.

15. Procure outros pais para aumentar o volume de compras de material escolar e negociar desconto
“Às vezes, o conjunto pode conseguir um desconto maior pelo todo, mesmo que um item seja maior em relação a outras lojas”, diz Roberto Vertamatti. Para Janser Rojo, uma boa alternativa é comprar em maior quantidade para tentar negociar um desconto – valendo inclusive unir-se a outros pais para aumentar a compra.

16. Não entre no crédito rotativo para pagar as despesas
A dica vale para todas as épocas do ano, lembra Roberto Vertamatti. Pagar a fatura mínima do cartão de crédito ou entrar no cheque especial pode trazer problemas para o consumidor. “Cartão de crédito e cheque especial não é dinheiro no bolso, é dívida. Use o crédito rotativo somente em uma emergência.”

17. Tente evitar parcelamentos que se arrastem 2015 adentro
“Sempre que você tiver dinheiro e não estiver ‘justo’, ou seja, se tiver alguma folga’, é melhor começar o ano pagando o que deve. Se tem dívidas rolando de novembro, dezembro, zere o ano, faça um acordo por essas contas que estão rolando”, diz Marcos Crivelaro. O especialista aponta que essa é uma saída para evitar cair na inadimplência. “O problema da inadimplência muitas vezes é a sobreposição de muitas parcelas pequenas que, de repente, somando tudo dá R$ 3 mil e a pessoa ganha pouco mais de R$ 2 mil.”

 18. Se vai encerrar o ano na inadimplência, tente transformar todas as dívidas em uma só
Para os consumidores que não conseguiram tirar seus nomes da lista de devedores em 2014, Janser Rojo recomenda a tentativa de renegociação. Se um cliente possui pendências com quatro empresas diferentes, por exemplo, pode tentar quitar todas elas a partir de um acordo bancário e ficar apenas com a dívida da instituição financeira. “A principal dica é tentar transformar todas as dívidas em uma só, em um acordo no banco do valor total. Assim, se pode conseguir juros mais baixos do que se teria com cartão de crédito ou cheque especial, por exemplo, para ter uma dívida mais barata.”

19. Não é cedo demais: comece a planejar as contas de ano novo de 2016
Para os consumidores que se endividaram demais no final deste ano e preveem um rombo orçamentário muito grande no começo de 2015, Rogério Olegário do Carmo afirma que o principal a se fazer no momento é levar a experiência como lição para o ano seguinte. “A essa hora, já não tem mais o que fazer [pelas contas de 2014. Mas aí eu aprendo a lição e no ano que vem prometo fazer o planejamento para material escolar, impostos, viagem de férias, revisão do carro, presentes de natal. São gastos que já estão na nossa conta”, diz.

20. Com o planejamento de gastos, verifique se não tem despesas a mais
“Em janeiro eu pago o material escolar e já planejo o do ano seguinte, por exemplo. Todo mês eu guardo um pouquinho. Mas e se eu começar a fazer isso e faltar dinheiro para as outras coisas? Esse raciocínio diz que a pessoa está com gastos superiores à sua possibilidade, mesmo que aparentemente ela feche o mês no azul”, diz Rogério Olegário do Carmo.

domingo, 21 de dezembro de 2014

BC prevê para 2014 maior déficit das contas externas em 13 anos

As contas externas brasileiras devem fechar 2014 com o pior resultado em 13 anos, segundo estimativa divulgada pelo Banco Central nesta sexta-feira (19). A expectativa é que o resultado negativo em transações correntes some US$ 86,2 bilhões neste ano, o equivalente a 3,94% do Produto Interno Bruto (PIB).

As transações correntes são um dos principais indicadores do setor externo, e englobam as transações comerciais do Brasil com o exterior, além da conta de serviços e de rendas. Em novembro, esse déficit somou US$ 9,33 bilhões (o maior para este mês) e, no acumulado dos onze primeiros meses deste ano, totalizou US$ 80,3 bilhões, de acordo com o BC.

Um dos maiores déficits do mundo
Se confirmado o forte déficit estimado pelo BC para 2014, de US$ 86 bilhões, será o maior valor, na proporção com o PIB – indicador considerado mais adequado por especialistas para este tipo de comparação – desde 2001, quando o resultado negativo somou 4,19% do PIB.

Ao redor de 4% do PIB, o déficit brasileiro, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), é um dos maiores do mundo.

Para 2015, ainda de acordo com o Banco Central, o déficit em transações correntes deve ter queda, mas ainda permanecerá elevado para padrões internacionais. A expectativa da instituição é de que o resultado negativo some US$ 83,5 bilhões no ano que vem, o equivalente a 3,8% do PIB.

Balança comercial negativa em 2014
Segundo o BC, a balança comercial brasileira deverá registrar, neste ano, um déficit de US$ 2,5 bilhões, com exportações em US$ 227,5 bilhões e importações em US$ 230 bilhões. Se confirmado, será o primeiro déficit comercial em 14 anos. Desde o ano 2000 que as importações não superam as vendas externas. Também será, se confirmado, o pior resultado desde 1998 - quando foi registrado um déficit de US$ 6,6 bilhões.

Para 2015, o BC prevê uma melhora na balança comercial brasileira. A estimativa da autoridade monetária é de um superávit de US$ 6 bilhões nas transações comerciais do país no ano que vem, com exportações em US$ 234 bilhões e compras do exterior em US$ 228 bilhões. O presidente do BC, Alexandre Tombini, avaliou nesta semana que a queda do preço do petróleo favorece o saldo da balança comercial em 2015.

Investimento estrangeiro direto
O Banco Central manteve em US$ 63 bilhões sua previsão para o ingresso de investimentos no Brasil em todo este ano. Com isso, os investimentos não serão suficientes, novamente, para "financiar" em sua totalidade o déficit das contas externas neste ano – algo que já aconteceu em 2013 e que, antes disso, não ocorria desde 2001.

Para 2015, a previsão da autoridade monetária é de que os investimentos estrangeiros somem US$ 65 bilhões, não sendo suficientes, outra vez, para financiar o déficit em conta corrente do próximo ano – previsto em US$ 83,5 bilhões.
Financiamento do déficit externo

Quando o déficit não é "coberto" pelos investimentos estrangeiros, o país tem de se apoiar em outros fluxos, como ingresso de recursos para aplicações financeiras, ou empréstimos buscados no exterior, para fechar as contas.

Economistas alertam, entretanto, que em um cenário de crescimento menor do PIB, de indicadores ruins das contas públicas e externas brasileiras e de menor disponibilidade de recursos nos mercados (com a sinalização de possível alta nos juros nos EUA em 2015 e crise na Rússia), a atratividade da economia brasileira também é menor, o que pode significar um pouco mais de dificuldade no financiamento do déficit das contas externas.

O governo tem lembrado, entretanto, que as reservas internacionais brasilerias, acima de US$ 370 bilhões, conferem tranquilidade na administração das contas externas brasileiras.

Outros componentes das contas externas
Além da balança comercial brasileiras, dentro da conta de transações correntes também estão as rendas, que incluem, por exemplo, as remessas de lucros e dividendos ao exterior, e os serviços – que englobam as viagens de brasileiros ao exterior, seguros e aluguel de equipamentos, entre outros.

No caso das rendas, o BC informou que foi registrado um déficit de US$ 33,73 bilhões de janeiro a novembro deste ano. Para 2014 e 2015, respectivamente, a estimativa da autoridade monetária é de um resultado negativo de US$ 39,6 bilhões e de US$ 40,2 bilhões nesta conta.

A conta de serviços, por sua vez, que engloba os gastos de brasileiros no exterior, registrou um déficit de US$ 43,7 bilhões nos onze primeiros meses de 2014. Para todo este ano e para 2015, respectivamente, o BC prevê um déficit de US$ 46,6 bilhões e de US$ 51,6 bilhões para a conta de serviços.

G1

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Dilma elogia retomada das relações por EUA e Cuba após 53 anos

 A presidente Dilma Rousseff elogiou nesta quarta-feira (17) o anúncio dos presidentes dos EUA, Barack Obama, e de Cuba, Raúl Castro, de retomada das relações diplomáticas entre os dois países após 53 anos. O embargo comercial, porém, permanecerá.

"Acredito que isso é um marco nas relações aqui da nossa região, mas, sobretudo, do mundo, porque eu acredito que a possibilidade de relacionamento, o fim do bloqueio, o fato de que Cuba tem, hoje, condições plenas de conviver na comunidade internacional é algo extremamente relevante para o povo cubano e, acredito, para toda a América Latina", disse a presidente, após participar da Cúpula do Mercosul, em Paraná (Argentina).
Barack Obama confirmou que Cuba libertou nesta quarta o prisioneiro americano Alan Gross e, em troca, três agentes de inteligência cubanos que estavam presos nos Estados Unidos voltaram à ilha. A transferência de Gross e dos cubanos Luis Medina, Gerardo Hernandez e Antonio Guerrero foram concluídas.

Obama também disse que espera um debate sério do Congresso norte-americano para que levante o embargo que o país mantém a Cuba, que proíbe a maioria das trocas comerciais. Os dois países não se relacionavam desde 1962 - mantendo apenas seções de interesse de nível menor desde 1977 em suas respectivas capitais.

Na Cúpula do Mercosul, Dilma defendeu "ações concretas" para garantir a integração de Cuba aos demais países da região. Na avaliação da presidente, o governo brasileiro tem enfatizado que essas ações sejam adotadas em favor da ilha.
Em declaração à imprensa, Dilma citou críticas à construção do Porto de Mariel, em Cuba, e que contou com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES).

"Algo que foi tão criticado durante a campanha [eleitoral], que foi o Porto de Mariel, mostra, hoje, a sua importância para toda a região e para o Brasil, na medida em que hoje o Porto de Mariel é estratégico pela sua proximidade com os Estados Unidos", disse a presidente.

Política 'antiquada'
Barack Obama disse que a normalização das relações com Cuba encerram uma "abordagem antiquada" da política externa americana. Ao justificar a decisão, o presidente disse que a política "rígida" dos EUA em relação a Cuba nas últimas décadas teve pequeno impacto. O presidente americano afirmou acreditar que os EUA poderão ajudar o povo cubano.

"A mudança é difícil nas nossas vidas e na vida das nações. E a mudança é ainda mais difícil quando nós carregamos a carga pesada da história nos nossos ombros. Mas hoje nós estamos fazendo essas mudanças porque é a coisa certa a fazer", disse

Em Havana, Raúl Castro comentou o restabelecimento de relações diplomáticas e disse querer restabelecer os vínculos especialmente no que se refere a viagens, correio postal direto e telecomunicações.

'Profundas diferenças'
Castro disse ainda que reconhece que há "profundas diferenças" entre os dois países, "fundamentalmente em matéria de soberania nacional, democracia, direitos humanos e política exterio".

O presidente cubano ainda disse que a ilha vai libertar e mandar para os EUA um homem de origem cubana que espionou para os americanos.

Dólar fecha em queda nesta quarta, mas se mantém acima de R$ 2,70

 Após iniciar os negócios em alta pelo sexto dia seguido, o dólar mudou de direção e fechou em queda nesta quarta-feira (17), acompanhando o tombo de mais de 10% do dólar sobre o rublo após o anúncio de novas medidas do banco central da Rússia.

A moeda norte-americada caiu 1,23%, a R$ 2,7018. Na semana, há alta acumulada de 1,91%. No mês e no ano, a valorização é de 5,06% e 14,6%, respectivamente.

Os mercados seguem atentos à crise na Rússia, onde a moeda vem se desvalorizando fortemente por conta da baixa dos preços do petróleo e pelas sanções ocidentais devido aos conflitos na Ucrânia.

Os mercados globais têm mostrado intensa aversão a ativos de risco, como os brasileiros, principalmente devido à queda dos preços do petróleo - sintoma de fraqueza na recuperação global - e à disparada do dólar frente ao rublo, destaca a Reuters.

Durante esta sessão, a cotação do rublo foi influenciada pelo anúncio do banco central russo que tomará medidas para trazer estabilidade financeira aos mercados domésticos. "Quando viu o rublo subindo, o mercado decidiu que exagerou no pessimismo ontem. Foi uma onda de alívio global", afirmou à Reuters o estrategista da Fator Corretora, Paulo Gala.

 A divisa dos EUA ampliou as perdas também após os preços ao consumidor norte-americano mostrarem em novembro a maior queda em quase seis anos.

Cenário interno
Os mercados seguiam esperando a definição mais clara de como será a extensão do programa de intervenções diárias do Banco Central no câmbio. O presidente do BC, Alexandre Tombini, já afirmou que o programa será estendido no ano que vem, com volume diário equivalente a entre US$ 50 milhões e US$ 200 milhões.

Nesta manhã, o BC vendeu a oferta total de swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares, pelas rações diárias. Foram vendidos 500 contratos para 1º de setembro e 3,5 mil contratos para 1º de dezembro de 2015, com volume correspondente a US$ 195,6 milhões.

O BC também vendeu a oferta integral de até 10 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em 2 de janeiro, equivalentes a US$ 9,827 bilhões. Ao todo, já rolou cerca de 65% do lote total.

O BC realizou ainda nesta sessão dois leilões de venda de até US$ 1 bilhão com compromisso de recompra. Dados do BC mostraram nesta quarta-feira que a autoridade monetária não vendeu a oferta de dólares nos dois primeiros leilões de linha deste mês, em 2 e 8 de dezembro. Segundo operadores, o resultado é evidência de que a liquidez não está comprometida no Brasil.

Bovespa sobe, com Petrobras em alta
A Bovespa terminou o dia em alta nesta quarta-feira (17), com avanço nas ações da Petrobras e da Vale, além dos bancos Itaú, Bradesco e Banco do Brasil. O principal indicador da bolsa avançou 3,63%, a 48.713 pontos. Veja cotação.

Perto do horário de fechamento, as ações preferenciais da Petrobras subiam cerca de 2,99%, com expectativa em relação a eventuais mudanças na direção da companhia. A presidente da estatal, Maria das Graças Foster, afirmou nesta quarta-feira que ficará no cargo enquanto a presidente Dilma Rousseff quiser, mas não descartou eventual saída de toda a diretoria para que a publicação do balanço auditado ocorra.

"Hoje estou aqui presidente da Petrobras enquanto eu contar com a confiança da Presidência, e ela entender que eu deva ficar", afirmou Graça Foster, como prefere ser chamada, durante café da manhã com jornalistas.